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Passagem de ano: Portugal ou estrangeiro?

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A viagem que nao foi e a bicicleta que já era!

por Constança Morais


Eu sou daquelas pessoas cujos grandes sonhos são dar a volta ao mundo sem destino nem plano, saltar das cascatas do Niagara, correr toda a Índia de comboio... esses clichés todos!


Este Verão decidi pegar num amigo, numa bicicleta velha (se não fosse velha não teria o mesmo efeito "peace-and-love-and-save-the-wales"), nuns óculos escuros estilosos e numa mochila "pesada para burro" e pus-me na estrada com o objectivo menos definido e planeado possível: dar um giro pelas praias de Portugal!


 Claro que tudo isto parece muito espontâneo mas a verdade é que há duas semanas que andava a fazer listinhas em todos os guardanapos dos cafés a que ia, com as coisas que tinha que levar nessa mochila e com os sítios que tinha que conhecer! O grande dia chegou finalmente. O meu tal amigo (que tinha ido mandar a bicicleta dele arranjar, o que para um rapaz de 19 anos é uma despesa um bocado difícil de engolir), partimos de Vila Nova de Milfontes para Sul. Passámos o dia inteiro a bulir com subidas e descidas, passámos pela Zambujeira do Mar, Odeceixe e parámos ao fim do dia numa praia paradisíaca completamente vazia chamada "Praia da Amália", que o Francisco (é o nome do meu amigo) conhecia de infância e se orgulhava de dizer que quase ninguém conhecia. Ao que parece foi a praia privada da Amália Rodrigues em tempos, e por isso para descermos até ela tivemos que passar por uma espécie de propriedade e deixar as bicicletas lá em cima.


Tudo muito nice, o maior solzão, umas cascatas de água doce (que sabia a cocó de cabra!!) Até que, quando chegamos ao sitio onde tínhamos deixado as bicicletas, "Chapéu"! Alguém tinha passado por uma praia que NINGUÉM conhecia e tinha destruído um cadeado que dizia em letras grandes INDESTRUTÌVEL e tinha roubado a minha bicicleta! No primeiro dia de uma viajem de supostamente 10 DIAS!


Resultado: não podíamos continuar a nossa aventura de boleia ou a pé porque ainda nos sobrava uma bicicleta que tinha ido para arranjar no dia anterior, e tivemos que voltar para a casa com o rabinho entre as pernas com uma história humilhante para contar aos amigos e família e meia dúzia de fotografias do que seria o principio de uma viagem legendária.


Este dia acabou por ser um fracasso, mas acredito que todas as contrariedades da vida são uma porta para outras oportunidades. Quem sabe se esta não me leva a outra viajem, que poderá ser a viagem da minha vida (quem sabe?) com um prémio de um passatempo da Smartbox!



 
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