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Passagem de ano: Portugal ou estrangeiro?

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A lata velha

por Walasson Gino 

 

Final de 2007, resolvi passar férias no meu país de origem, Brasil. Já há quase dois anos que não via amigos e família, por isso resolvi matar saudade. Juntei-me com uns amigos e resolvemos, para relembrar os velhos tempos, passar uns dias na fazenda (ou quinta) de um dos nossos amigos.

 

O problema era que para chegar até essa fazenda, tínhamos 3 opções:

pegávamos um autocarro até as proximidades da fazendo e fazíamos 15 Km a pé,

pegávamos um táxi até ao local (o que seria uma fortuna),

agarrava-mos no carro de um dos nossos amigos o qual já estava um bocado para o  velhinho, e arriscava-mos ir até a fazenda.

 

E foi o que aconteceu. No meio do caminho, estávamos contentes por o carro estar a aguentar a viagem e por estar-mos preste a curtir um bom verão com piscina e cachoeiras. Mas como se costuma dizer felicidade de pobre dura pouco. Foi então quando sentimos o carro a abrandar a meio da estrada, (começava aqui a aventura).

 

Parámos o carro na encosta, e todos assustados com a situação ficamos sem saber o que fazer, no meio do nada, com os telemóveis sem rede, onde o posto mais próximo ficava a 5 km na direcção contrária a da fazenda, estávamos incomunicáveis.

 

Foi então que decidimos dar a volta no carro e empurra-lo em direcção ao posto de gasolina, a nossa sorte era que não havia subidas nessa direcção, pelo contrário era sempre a descer. Chegamos no posto e vimos uma oficina, foi então que dissemos «estamos salvos».

 

Mas como já disse que felicidade de pobre dura pouco, quando chegámos a oficina estava fechada e sem nenhum mecânico. O homem do posto disse que 2 Km mais à frente havia outra oficina, o problema agora era levar o carro até lá, pois já estávamos cansados de empurrar a lata velha. Decidimos então que só um ia de táxi até a oficina próxima buscar o mecânico para ver o carro.

 

Bem, já saídos de casa há quase 4 horas, já estávamos cansados e com sede, e o problema maior era que o dinheiro que levamos estava a conta para a gasolina e o que sobrara tínhamos guardado para o concerto do carro , visto que na fazenda não teríamos gastos. Depois de 40 minutos à espera, o nosso amigo volta com o mecânico que passou 15 minutos à volta do carro e deu um jeito nele.

 Depois disso tudo, ainda um bocado longe da fazenda, feitos homens arriscámos a ir até o nosso destino, a fazenda!

 

Bem, depois de uma viagem de quase 6 horas (que supostamente duraria apenas 1 hora e meia) chegámos a nossa fazenda, e enfim curtimos nossa piscina e cachoeiras durante todo o fim de semana. E melhor ainda, chegámos na segunda feira em casa com a mesma lata velha desta vez melhor do que saíra de lá três dias antes. Este é meu Brasil um país de surpresas! =P 


 
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